segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O tempo voaa...

Quando me diziam que depois dos 18 anos o tempo voava, eu não acreditava.
Preciso admitir. Minha ansiedade pra completar a famosa "maioridade", (que de maior não tem nada) apenas  fez com que a decepção de dias mais corridos chegasse.
Faculdade, trabalho, cursos e milhares de responsabilidades,chegam de uma hora pra outra...ou de um ano para outro. Simplesmente chocante, rs. Muita coisa em pouco tempo.
Será que é assim só pra mim? me pergunto milhares de vezes.
Será que sou tão bitolada nos estudos quanto dizem?? ou apenas me esforço pra fazer as coisas com qualidade?
Será que me entrego muito ao trabalho? ou não quero cometer erros tão drásticos?
Será que sou aa famosa "ratazana de igreja"?? ou prefiro entregar o meu melhorr ao Deus que me deu o seu melhor???
Será que sou ocupada demais?? Quer saber? Não me importo mais, com o que as pessoas dizem ou pensam sobre mim. Sei quem eu sou, e quem me conhece tbm sabee! rs...

As vezes é preciso dar um basta nos "comentários" que são feitos sobre nós!..
O que Deus pensa de nós? isso realmente importa!!
Chega de querer ser perfeita ao olhos dos outros e começar nos amar como somos. OCUPADAS! rs (no meu caso...)..simples assim!!
Tudo tem seu tempo, certo??? Neste tempo, estou ocupada no trabalho, ocupada na faculdade, ocupada no meu ministério, aguardando nos relacionamentos, e disponível pra deixar Deus agir na minha vida, da forma que Ele quiser.... pra Ele tenho todo tempo, e se Ele quiser mudar o status de alguma área...estou DISPONÍVEL!

Alguns começos


Tem uns começos que são muito bons, e o do ano é um deles. Não pelas festas que tivemos. O 
champanhe, os abraços, a comida, os fogos e o beijo fazem parte, mas não são a coisa principal, que vem 
chegando desde o fim do ano, insinuando uma nova atitude, ali um projeto, aqui uma retomada, mais 
para a frente uma ousadia, e mostra o oportuno espaço para uma abertura, a hora certa para uma 
concessão, o modo de reaproximação para selar a paz. É essa coisa que nos põe em estado de 
fraternidade, digamos assim. Poderíamos chamá-la esperança, não estivesse essa palavra tão gasta. É o 
desejo de nos refazermos em mais gostáveis criaturas. De fazermos a coisa certa para chegar aonde 
queríamos. De realizarmos afinal coisas que fomos deixando para trás. O começo de ano torna a gente 
melhor pessoa, pelo menos em intenção.
Outra delícia que se acrescenta ao começo dos anos é termos a cidade só para nós, os que nos deixamos 
ficar; um mês inteiro sem aquele milhão de automóveis que saíram por aí e o milhão de pessoas que nos 
deixaram mais confortáveis nos ônibus, trens e metrô.
Há outros bons começos, alguns de coisas tão simples que o pequeno e encantador prazer que nos 
proporcionam se torna quase inexplicável. Mas é real, porque várias pessoas e gerações o experimentam.
Para a menina caprichosa, o começo de um caderno da escola no primeiro dia de aula é o máximo. Aquela 
folha lisinha, que ninguém tocou, o cheiro de papel novo, tudo convida o lápis ao capricho, ao talhe 
bonito; a atenção se redobra para não haver erro que torne aquela página menos bela. A segunda página 
já não é a mesma coisa, marcada que foi pela pressão do lápis na página anterior.
A agenda nova do ano também dá esse gosto, quando mão zelosa anota os endereços, os aniversários, os 
compromissos. Mais para o meio do ano haverá na mesma agenda rabiscos e clipes, mas não agora, não 
agora.
E começo de namoro, tem coisa melhor? Quer sejamos adolescentes, jovens, adultos, coroas, velhos —
tem coisa melhor? Mais plena de expectativas? Ao iniciarmos um namoro, acordamos em nós aquele 
desejo de ser mais gostáveis e, para tanto, gentis, doces, bonitos, cheirosos, bem-arrumados, bemhumorados, positivos. Vai durar? Não dá para saber, e não é isso que nos alvoroça no momento. Será o 
amor? Não, não houve tempo para isso: é inquietação, carregada de deliciosas antecipações e de 
inseguranças.
Há, é verdade, começos complicados de coisas que podem ser boas. Começo de festa, por exemplo. 
Nunca se sabe se ela vai bombar, é sempre uma angústia para quem convida. “Detesto ser a primeira a 
chegar às festas que dou”, diz uma personagem de romance, já não sei se é a Nicole Diver, de “Suave É a 
Noite”, ou a Holly Golightly, de “Bonequinha de Luxo”. Enfim, pode ser de uma delas. Outro começo difícil 
é o da vida: sair de uma situação deliciosa e irresponsável na barriga da mãe para uma complicação de 
luz, fome, ruído, calor, frio, cólica, ardência... Depois melhora, quando dá certo.
São mais numerosos os começos que nos dão prazer: o das férias, quando você chega ao hotel, toma 
aquele banho e relaxa no lençol fresco e perfumado; a primeira mordida na fruta suculenta e fresca ou no 
hamburgão quentinho escorrendo venenos calóricos; a estreia da roupa nova cheirando a loja, carícia de 
fibras macias que ainda não se crisparam no stress da máquina de lavar; o primeiro beijo e tudo o que ele 
promete; o primeiro gole do chope que nos relaxa da estafa de um dia quente; o livro novo que emite 
leves estalinhos ao se abrir para os olhos; dirigir o carro novo, com seus cheiros de fábrica, esmalte, 
resinas, filtros; mudar para o apartamento novo cheirando a tinta, verniz e limpeza; a lenta entrada nas 
portas do sono...

Fonte: Veja São Paulo – Ivan Ângelo – 25 de janeiro de 2012